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Turma de Bolos para Café visita associação formada por camponesas

28/09/2012

Na oportunidade, as alunas conheceram a história e os desafios enfrentados pela comunidade instalada em Branquinha

Publicado em Novidades | Comentar

Fortalecer o empreendedorismo das alunas de Bolos para Café, patrocinadas pelo Instituto Renner, é a vontade dos educadores da Ong O Consolador. Assim sendo, ao descobrir o trabalho empreendedor das mulheres de um assentamento em Branquinha, distante 65 km de Maceió, uma excursão foi programada, na quinta-feira, dia 26, no objetivo de conhecer este trabalho que tem dado certo e aquecido à economia de suas famílias.

 

Ex-pertencentes de movimento que reivindica a reforma agrária, as mulheres do Assentamento Zumbi dos Palmares decidiram aproveitar o “tempo livre” enquanto seus esposos trabalham. Elas começaram a coletar às frutas não utilizadas para a venda a fim de produzir doces dos mais variados sabores. Nego-bom, leite, goiaba, mamão, banana e cocada estão entre os produtos vendidos, os quais já tem conquistado o paladar da população que vive na região, a ponto de formar a Associação de Produtoras Agroecológicas da Zona da Mata Alagoana (Aproagro).

 

Encantadas com a ideia das camponesas e curiosas com o modo de organização, as alunas da turma de Bolos para Cafés foram até o assentamento para conhecer o trabalho e agregar valores que possam contribuir com a sua formação. “Queríamos descobrir de onde partiu a ideia e como a associação foi formada. Também ter conhecimento do trabalho que elas fazem, das pessoas ou empresas que as apoiam, além de compartilhar experiências que possam gerar esclarecimento para ambas as partes”, argumentou a educadora Gidelma de Jesus.

 

No encontro, a presidente da associação, Lucilene dos Santos, fez uma rápida explanação sobre a história do assentamento. “Disse desde quando não imaginávamos um dia estarmos instalados nestas terras. As cidades onde moramos, as terras que ocupamos. Um início difícil, mas que aos poucos nós vamos superando barreiras e construindo um lugar digno para se viver”.

 

Lucilene afirmou que os moradores do assentamento pregam a unidade desde quando se instalaram no local, em 1996. “Fomos em busca da prefeitura da cidade para conseguirmos escola, posto de saúde e carro para levar nossos filhos às escolas que oferecem o ensino médio. Conseguimos o apoio da UFAL [Universidade Federal de Alagoas] e de empresas que nos capacitou ao trabalho. Sempre superando o preconceito e o machismo”.

 

Questionada sobre o futuro, a associada revela que o objetivo agora é criar um fundo para ajudar outras comunidades que precisam de um apoio financeiro para se desenvolver. “A gente não quer trabalhar para enricar. Tudo o que queremos é dividir o dinheiro para que todas vivam bem, cada qual com sua família”, defendeu.

 

Para a aluna Severina Reis, de 52 anos, visitar o assentamento foi um presente. “O que elas tem feito é muito bonito. É difícil tirar da cabeça dos homens, principalmente do campo, aquela ideia de que nosso lugar é no fogão. Elas estão de parabéns e, com o exemplo dela, quero que, não só eu, mas que todas persistam nos seus propósitos para alcançar vitórias”, disse.

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